Karine Sales
Jornalista e criadora de conteúdo digital, atua há mais de 8 anos desenvolvendo estratégias e textos otimizados para blogs, sites e redes sociais.
Karine Sales

Atualizado em 13/03/2026
4 min de leitura
Durante uma entrevista no podcast Access, a VP de Pesquisa do Google, Liz Reid, explicou que os modelos de linguagem multimodais estão expandindo a capacidade do buscador de entender conteúdos como áudio e vídeo.
Ela também apontou para um possível futuro em que o Google adapte os resultados de busca com base nas assinaturas pagas do leitor. Ou seja, o buscador daria prioridade para exibir, por exemplo, notícias de sites que você já tem assinatura.
As duas mudanças podem alterar tanto a forma como o Google indexa conteúdos quanto como eles são exibidos para cada pessoa.
De acordo com Reid, uma das maiores mudanças trazidas pelos novos modelos de IA é a capacidade de entender diferentes formatos de conteúdo ao mesmo tempo.
Historicamente, o Google conseguia analisar vídeos e áudios principalmente por meio de transcrições e metadados, como títulos, descrições e tags.
Com as LLMs multimodais, o mecanismo de busca pode ir além desse nível básico de interpretação. Ele consegue:
Esse avanço também ajuda a resolver um problema antigo da web: a falta de conteúdo disponível em determinados idiomas. Com modelos de IA capazes de entender uma informação em uma língua e apresentar respostas em outra, o acesso a conteúdos pode se tornar mais amplo em mercados multilíngues.
Isso também faz com que formatos como podcasts, vídeos educativos e conteúdos em áudio podem se tornar mais facilmente descobertos pelo buscador.
Outro ponto destacado por Reid foi a possibilidade de o Google evoluir a personalização da busca com base nas assinaturas pagas dos usuários.
A ideia é simples: se uma pessoa já possui uma assinatura de um veículo ou plataforma, o Google poderia priorizar conteúdos desses sites nos resultados.
Em um exemplo citado por Reid, imagine que existam diversas entrevistas sobre um tema específico, mas muitas delas estão protegidas por paywall. Se o leitor for assinante de um dos veículos que publicou essas entrevistas, o buscador poderia destacar justamente o conteúdo que ele consegue acessar.
Esse conceito se conecta a iniciativas já existentes do Google, como o recurso de fontes preferidas, que permite aos leitores indicar veículos favoritos para aparecerem com mais frequência nos resultados.
Reid também mencionou a possibilidade de micropagamentos por artigos individuais, embora esse modelo ainda não tenha ganhado grande adoção na internet.
As mudanças citadas por Reid indicam alguns caminhos importantes para profissionais de SEO e criadores de conteúdo.
Primeiro, a melhoria na compreensão de áudio e vídeo pode ampliar o potencial de descoberta para formatos que antes dependiam muito de texto para serem indexados.
Podcasts, vídeos explicativos e conteúdos audiovisuais podem ganhar mais relevância na busca à medida que o Google consegue entender melhor seu conteúdo real.
Além disso, estratégias de conteúdo podem se tornar cada vez mais multimídia, combinando texto, vídeo e áudio para aumentar as chances de aparecer nos resultados.
Por outro lado, a possibilidade de resultados personalizados com base em assinaturas de conteúdo pode mudar a dinâmica para publishers que trabalham com paywall. Nesse cenário, conteúdos pagos poderiam ganhar mais visibilidade justamente para leitores que já têm acesso a eles.
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