Karine Sales
Jornalista e criadora de conteúdo digital, atua há mais de 8 anos desenvolvendo estratégias e textos otimizados para blogs, sites e redes sociais.
Karine Sales

Atualizado em 09/03/2026
5 min de leitura
Uma pesquisa investigou de onde vêm os produtos exibidos no carrossel de compras do ChatGPT, e descobriu que a maioria vem do Google Shopping, e não do Bing.
O resultado exato mostrou que mais de 83% dos produtos exibidos pelo ChatGPT também aparecem entre os 40 primeiros resultados do Google Shopping, enquanto apenas cerca de 11% aparecem no Bing.
O estudo foi conduzido por Tom Wells, pesquisador da área de IA. Ele utilizou dados da Peec AI (plataforma de visibilidade em IA), empresa na qual ele trabalha, para realizar a investigação.
A seguir te explicamos mais sobre como o estudo foi feito e as principais descobertas, bem como os impactos nas estratégias de SEO.
Wells analisou mais de 43 mil produtos exibidos em carrosséis do ChatGPT e comparou esses itens com mais de 200 mil resultados orgânicos de compras do Google Shopping e do Bing Shopping, da Microsoft.
O objetivo foi descobrir de onde o ChatGPT provavelmente está obtendo os produtos que mostra nas recomendações.

A principal pergunta que o estudo queria responder é:
De onde o ChatGPT obtém os produtos exibidos nos seus carrosséis de recomendações?
Como a OpenAI já recebeu bilhões de dólares em investimento da Microsoft, e ambas empresas possuem uma forte parceria, a hipótese inicial era de que esses produtos viriam de um índice do Bing.
Porém, a resposta refutou essa hipótese, mostrando que mais de 83% dos produtos exibidos nos carrosséis do ChatGPT também aparecem entre os 40 primeiros resultados orgânicos do Google Shopping.
Além disso, o estudo também mostrou:
Quando a OpenAI lançou o Shopping Research no ChatGPT, já existia uma possibilidade de eles estarem selecionando produtos do feed do Google Shopping. Então o resultado da pesquisa de Wells não é tão novidade assim pra gente.

Ela só evidencia mais ainda a importância de ter uma estratégia sólida de SEO para e-commerces.
Se os produtos exibidos pelo ChatGPT vêm majoritariamente do Google Shopping, então ranquear bem nesse ambiente pode aumentar as chances de aparecer nos carrosséis da IA.
Um detalhe crucial é que o estudo indica que a posição no ranking importa, já que os que produtos exibidos pelo ChatGPT aparecem com mais frequência entre os primeiros resultados do Google Shopping. Isso reforça a importância de otimizar catálogo, imagens, preço e dados do feed.
O ponto mais importante de todos é: se você quer ser citado pela IA, não pode esquecer de trabalhar sua estratégia para aparecer no Google. Mesmo quando a busca acontece em uma plataforma de IA (que nem sequer é do Google), a performance da sua marca na busca orgânica da big tech vai ditar se ela vai ser citada pela IA.
Antes que você saia por aí mudando estratégias, lembre-se que o estudo usa uma ferramenta de visibilidade em IA.
Essas plataformas funcionam simulando perguntas reais de clientes, então a pesquisa não é baseada em dados reais do ChatGPT – até porque, ainda não temos nenhuma ferramenta desse tipo.
Além disso, a análise foi feita nos EUA, com dados de lá. O comportamento de busca pode mudar dependendo do país.
Por isso, o ideal é usar esses resultados apenas como um lembrete para sua estratégia de produtos, e não como regra. Agora, você pode dar mais atenção a:
Nós já publicamos um guia de como otimizar produtos para Google e IA. Comece por essa leitura!
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