Karine Sales
Jornalista e criadora de conteúdo digital, atua há mais de 8 anos desenvolvendo estratégias e textos otimizados para blogs, sites e redes sociais.
Karine Sales

Atualizado em 03/07/2026
4 min de leitura
Liz Reid, VP de Pesquisa do Google, participou do podcast AI Inside, comandado por Jason Howell e Jeff Jarvis. Ela reforçou que o Google quer que conteúdo de qualidade se destaque tanto nos resultados de busca quanto nas experiências com IA.
A entrevista passou pelas principais queixas de sites e publishers em relação às novas experiências generativas do Google, incluindo queda de tráfego, ausência de dados de clique do Modo IA e AI Overviews no Search Console, e a dúvida sobre se quem busca está de fato mais satisfeito com esses formatos.
A seguir, saiba mais sobre o que Liz Reid disse no podcast.
Para Liz Reid, o principal erro dos publishers é a falta de inovação em formato. Ela diz que é preciso pensar no que as pessoas realmente querem consumir, em vez de repetir sempre o mesmo modelo de conteúdo.
Reid também disse que as AI Overviews não substituem um artigo de dez minutos de leitura. Segundo ela, sites que colocam paywall e depois reclamam de queda de tráfego estão apenas vendo o efeito natural dessa decisão.
Um ponto que chama atenção é a visão sobre pequenos publishers. Liz Reid considera este um momento favorável para eles, já que trazem algo único e isso facilita o trabalho do Google de direcionar a pessoa até aquele conteúdo específico. No entanto, publishers menores são os que mais perdem tráfego atualmente.
Segundo ela, quem busca quer se conectar com quem realmente entende do assunto. A lógica que ela defende é: construa um conteúdo bom e o Google trabalhará para conectar as pessoas a ele.
Sobre visibilidade nos recursos de IA, as recomendações práticas foram:
Ela também citou as diretrizes que o próprio Google publicou sobre otimização de conteúdo para IA. Vale lembrar que neste documento a big tech deixa claro que você só precisa de SEO para aparecer na IA.
Segundo Liz Reid, o recurso de Fontes Preferidas, que o Google expandiu para as AI Overviews e Modo IA este ano, funciona como uma forma de ajudar o publisher a construir marca dentro das respostas de IA: leitores podem marcar sites de confiança, que passam a exibir um selo visível nos resultados gerados por IA.

A fala dela reforça algo que já comentamos por aqui: o Google está construindo um ecossistema que recompensa fidelização, não cliques avulsos.
Fontes Preferidas, Perfis de Busca e vinculação de assinaturas seguem a mesma lógica, que é mostrar ao leitor os sites que ele já confia, em vez de competir só por volume de tráfego.
Recentemente, o Google lançou um relatório com dados de impressão de recursos de IA no GSC. No entanto, não é possível saber quantos cliques um site recebe quando é citado ou mencionado em uma resposta de IA.

Sobre o assunto, Liz Reid confirmou que ainda não há dados de clique disponíveis. Ela disse que o time do Google segue avaliando quais métricas fazem sentido mostrar e reconheceu que tudo isso ainda é muito novo.
A sugestão dela foi que os próprios sites construam suas métricas de valor (e deu como exemplo monitorar vendas, assinantes e downloads), para entender o que está funcionando. É uma resposta que deixa claro que o Search Console não deve preencher essa lacuna de dados de clique de IA tão cedo.
Isso é bem ruim, porque a comunidade de SEO está na espera desses dados há muito tempo. Alguns profissionais consideram essa demora como falta de transparência da big tech. A Microsoft, por exemplo, já oferece dados de IA bem mais robustos que o Google.
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