ChatGPT faz 250% mais buscas em 2026 do que em 2025

A Nectiv, agência de SEO e AEO, conduziu um estudo a fim de entender como o ChatGPT pesquisa na web antes de formular uma resposta. A ideia era olhar para as queries fan-out – as buscas internas que a IA faz quando alguém pergunta algo. 

Depois de fazer o estudo em 2025, a agência repetiu a análise em 2026 para comparar os resultados. As principais descobertas foram que o ChatGPT passou a realizar, em média, 250% mais queries fan-out. São 7,6 pesquisas por prompt, três vezes mais do que em 2025.

A seguir eu te conto um pouco mais sobre o estudo e o impacto dos resultados no SEO. 

Como o estudo foi feito

A equipe da Nectiv usou cerca de 4 mil prompts de uma pesquisa realizada em 2025. Os dados eram de diferentes setores, como software, e-commerce, viagens, entre outros. 

Em seguida, esses prompts foram rodados no ChatGPT, mais especificamente, no novo modelo GPT 5.6 Sol, e as fan-out geradas foram extraídas. A ideia era observar não apenas a resposta final do ChatGPT, mas principalmente quais pesquisas ele fazia nos bastidores para chegar à resposta.

Como os prompts eram, em grande parte, os mesmos utilizados no estudo anterior, os pesquisadores conseguiram comparar o comportamento de pesquisa de 2025 com o de 2026.

ChatGPT faz até 29 queries fan-out por prompt

Em 2025, o ChatGPT fazia, em média, 2,17 buscas por prompt, e cada busca tinha cerca de 5,48 palavras. As pesquisas ramificadas chegavam, no máximo, a quatro buscas. 

Agora, em 2026, a média de query fan-out por prompt foi de 7,61 buscas – um aumento de 250%. Além disso, a maior cadeia encontrada passou de 4 para 29 buscas em uma única pesquisa, enquanto o tamanho médio das buscas aumentou para 6,82 palavras, cerca de 24% a mais.

Com base nesses dados e em outros fornecidos pelo estudo, chegamos a conclusão que: 

  • O ChatGPT passou a pesquisar muito mais: mais da metade dos prompts analisados (55%) tinham entre 6 e 12 query fan-out;
  • O comportamento varia dependendo do setor: software foi o setor que apresentou mais fan-outs (média de 10,7 buscas por prompt), seguido pelo setor imobiliário (8,7 buscas) e fashion (8,5 buscas). Viagens e cartões de crédito foram as com menos buscas, inferiores a 6; 
  • O ChatGPT está buscando fontes oficiais e de autoridade no assunto: o ChatGPT costuma usar nas query fan-out temos como “site:”, “official” e “gov”. Isso significa que ele está tentando ir atrás de fontes primárias, oficiais ou mais confiáveis. 64% de todas as fan-out queries analisadas continham uma pesquisa com “site:”; 
  • Conteúdo atualizado continua importante: o ChatGPT busca por anos diferentes, provavelmente para poder comparar o que mudou (por exemplo, pesquisar por 2025 e 2026).

O que isso significa para os donos de sites

Esses dados indicam uma mudança importante para SEO e para a otimização para IA: uma página não precisa necessariamente aparecer para a pergunta original do leitor para influenciar a resposta do ChatGPT. Ela pode ser encontrada por meio de uma das várias perguntas secundárias que o sistema cria durante sua pesquisa.

Além disso, setores que exigem pesquisa mais aprofundada (como é caso de software), podem gerar mais buscas ramificadas. O que mostra que o processo de pesquisa do ChatGPT parece se adaptar à complexidade da decisão.

Outro ponto importante é que, como a plataforma de IA da OpenAI está buscando por sites oficiais, as marcas precisam deixar claro qual é o site oficial e as informações primárias sobre seus negócios

Quanto à questão do conteúdo atualizado, os dados mostram que apesar de isso ainda ser relevante, a IA consegue entender o histórico, evolução e comparação entre diferentes períodos. 

Por fim, o grande aprendizado que o estudo nos traz é que, ao otimizar para o ChatGPT (e para outras IAs também, já que todas funcionam de forma similar) não basta criar uma página otimizada para uma palavra-chave. 

O mais importante é construir uma presença que cubra as diferentes perguntas, entidades, comparações, características e fontes que podem fazer parte da jornada de pesquisa de uma IA.

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  • Karine Sales

    Jornalista e criadora de conteúdo digital, atua há mais de 8 anos desenvolvendo estratégias e textos otimizados para blogs, sites e redes sociais.

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