Karine Sales
Jornalista e criadora de conteúdo digital, atua há mais de 8 anos desenvolvendo estratégias e textos otimizados para blogs, sites e redes sociais.
Karine Sales

Atualizado em 20/08/2026
4 min de leitura
A Nectiv, agência de SEO e AEO, conduziu um estudo a fim de entender como o ChatGPT pesquisa na web antes de formular uma resposta. A ideia era olhar para as queries fan-out – as buscas internas que a IA faz quando alguém pergunta algo.
Depois de fazer o estudo em 2025, a agência repetiu a análise em 2026 para comparar os resultados. As principais descobertas foram que o ChatGPT passou a realizar, em média, 250% mais queries fan-out. São 7,6 pesquisas por prompt, três vezes mais do que em 2025.
A seguir eu te conto um pouco mais sobre o estudo e o impacto dos resultados no SEO.
A equipe da Nectiv usou cerca de 4 mil prompts de uma pesquisa realizada em 2025. Os dados eram de diferentes setores, como software, e-commerce, viagens, entre outros.
Em seguida, esses prompts foram rodados no ChatGPT, mais especificamente, no novo modelo GPT 5.6 Sol, e as fan-out geradas foram extraídas. A ideia era observar não apenas a resposta final do ChatGPT, mas principalmente quais pesquisas ele fazia nos bastidores para chegar à resposta.
Como os prompts eram, em grande parte, os mesmos utilizados no estudo anterior, os pesquisadores conseguiram comparar o comportamento de pesquisa de 2025 com o de 2026.
Em 2025, o ChatGPT fazia, em média, 2,17 buscas por prompt, e cada busca tinha cerca de 5,48 palavras. As pesquisas ramificadas chegavam, no máximo, a quatro buscas.
Agora, em 2026, a média de query fan-out por prompt foi de 7,61 buscas – um aumento de 250%. Além disso, a maior cadeia encontrada passou de 4 para 29 buscas em uma única pesquisa, enquanto o tamanho médio das buscas aumentou para 6,82 palavras, cerca de 24% a mais.

Com base nesses dados e em outros fornecidos pelo estudo, chegamos a conclusão que:


Esses dados indicam uma mudança importante para SEO e para a otimização para IA: uma página não precisa necessariamente aparecer para a pergunta original do leitor para influenciar a resposta do ChatGPT. Ela pode ser encontrada por meio de uma das várias perguntas secundárias que o sistema cria durante sua pesquisa.
Além disso, setores que exigem pesquisa mais aprofundada (como é caso de software), podem gerar mais buscas ramificadas. O que mostra que o processo de pesquisa do ChatGPT parece se adaptar à complexidade da decisão.
Outro ponto importante é que, como a plataforma de IA da OpenAI está buscando por sites oficiais, as marcas precisam deixar claro qual é o site oficial e as informações primárias sobre seus negócios.
Quanto à questão do conteúdo atualizado, os dados mostram que apesar de isso ainda ser relevante, a IA consegue entender o histórico, evolução e comparação entre diferentes períodos.
Por fim, o grande aprendizado que o estudo nos traz é que, ao otimizar para o ChatGPT (e para outras IAs também, já que todas funcionam de forma similar) não basta criar uma página otimizada para uma palavra-chave.
O mais importante é construir uma presença que cubra as diferentes perguntas, entidades, comparações, características e fontes que podem fazer parte da jornada de pesquisa de uma IA.
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