Karine Sales
Jornalista e criadora de conteúdo digital, atua há mais de 8 anos desenvolvendo estratégias e textos otimizados para blogs, sites e redes sociais.
Karine Sales

Atualizado em 28/01/2026
4 min de leitura
O Google anunciou que está buscando formas de dar aos sites mais controle sobre o uso de seus conteúdos em funcionalidades de IA na busca. Mas isso não é uma iniciativa da empresa!
A discussão surgiu a partir de novas exigências da CMA (autoridade de concorrência do Reino Unido), que quer regras mais claras e justas para o uso de conteúdo de publishers.
No passado, o Google já foi denunciado na Comissão Europeia por publishers do continente. Eles alegavam que recursos de IA prejudicavam seriamente veículos de mídia e outros produtores de conteúdo.
A big tech avalia criar novos mecanismos específicos para que os sites possam optar por não participar dessas experiências generativas, sem “quebrar” a experiência de busca para o usuário.
A seguir, eu te conto mais sobre esse movimento.
As propostas da CMA fazem parte de um pacote oficial de medidas regulatórias, composto por:
Para o Google, é importante dar atenção a esse pacote de medidas, uma vez que eles detêm 90% das buscas no Reino Unido.
Atualmente, sites não têm um controle específico para impedir o uso do seu conteúdo nas AI Overviews ou Modo IA. Se você quiser bloquear o Google de usar seus sites nessas funcionalidades, também não vai aparecer na busca orgânica, o que basicamente elimina as chances de seu site ser encontrado na web.
Isso acontece porque a busca tradicional e os recursos de IA compartilham a mesma infraestrutura, com o uso do Googlebot para rastreamento.
Assim, ao usar controles clássicos como noindex, nosnippet ou restrições no robots.txt, o publisher acaba perdendo visibilidade e tráfego, já que precisa escolher entre permitir o uso do conteúdo pela IA ou praticamente sair do Google.
Esse anúncio do Google dizendo que está avaliando criar novos mecanismos é uma forma de mostrar que eles estão cientes da questão.
O desafio está em equilibrar uma busca útil e rápida; ferramentas reais de controle aos sites; e criar soluções simples e escaláveis.
Qualquer novo controle será uma extensão dos mecanismos já existentes (como robots.txt e snippets) e precisa preservar a experiência da busca como um todo.
Para criadores de conteúdo, publishers e profissionais de SEO, esse movimento indica que o uso do conteúdo por empresas de IA entrou oficialmente no radar regulatório. O que é uma ótima notícia!
É provável que toda essa discussão ainda leve um tempo, e que o resultado dela também demore. Mas, estamos no caminho certo, com órgãos regulatórios defendendo a propriedade intelectual dos sites.
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