Karine Sales
Jornalista e criadora de conteúdo digital, atua há mais de 8 anos desenvolvendo estratégias e textos otimizados para blogs, sites e redes sociais.
Karine Sales

Atualizado em 10/08/2026
5 min de leitura
Durante o treinamento de um modelo de IA, ele desenvolve uma memória. E será que o que ele aprende nesse período tem algum impacto em qual marca ele busca na web quando responde a perguntas?
Ou seja: o fato de o modelo lembrar de uma marca influencia se ele vai procurar por ela? Essa foi a questão que pesquisadores da geoSurge tentaram responder.
E o resultado do estudo diz que sim. Uma marca que o modelo lembrava foi buscada 3,2 vezes mais do que uma que ele não lembrava.
A seguir eu te explico como o estudo foi feito, um pouco mais sobre os resultados obtidos e como isso afeta sua marca e a estratégia de SEO por trás dela.
Os pesquisadores executaram um processo de duas etapas para rastrear onde as marcas aparecem:
A estrutura foi:
Isso resultou em 4 mil respostas, gerando 13.281 buscas na web (query fan-out).
Por fim, compararam: as marcas que o modelo lembrava foram buscadas com que frequência versus as que ele não lembrava?
O próprio artigo da geoSurge cita algumas limitações, além de outras que observamos também:
O principal resultado do estudo é que uma marca que o modelo lembrava foi buscada 55,7% das vezes, enquanto uma que ele não lembrava foi buscada 17,4%. Se a marca estava ainda mais perto, entre as cinco mais lembradas, a taxa subia para 67%.

Esse resultado aconteceu em todas as nove categorias analisadas, sendo que em “viagem” e “finanças”, marcas lembradas chegaram a 82% e 64% de taxa de busca, respectivamente.

Quando o modelo decide fazer uma busca específica por marca, 63% das vezes ele está procurando uma das cinco marcas que já lembra. Ou seja, ele não está indo atrás de uma informação nova, está confirmando o que já sabe.
Por exemplo, durante o estudo, ao perguntar “Que tipo de operadora de ‘compre agora, pague depois’ uma loja virtual deve oferecer?” o modelo simplesmente enumerou suas quatro marcas lembradas em buscas idênticas uma após a outra: Affirm, Klarna, Afterpay, PayPal.

Se antes da era da IA você já fazia seu SEO direitinho, então está com vantagem para ser citado por essas ferramentas. A autoridade é uma das principais vertentes para se ter sucesso nas buscas.
No entanto, para quem tem uma marca nova ou não trabalhava muito bem SEO, há uma saída. No estudo, a marca Lemon Squeezy, uma plataforma de pagamentos que o modelo não lembrava, ainda apareceu em uma busca porque tinha presença na web forte o suficiente para ser encontrada.

O que a gente pode concluir é que tanto para estar na memória, quanto para ser buscada, uma marca precisa executar um trabalho além da otimização on-page:
Você vai conseguir isso através da criação de conteúdo útil, estratégia de branding e estando presente nas plataformas em que seu público está. A ideia é que, ao falar sobre seu nicho, seja necessário falar sobre você.
Se você quer entender exatamente como ficar na memória da IA, o nosso guia sobre rastro digital traz um framework prático com seis dimensões para auditar. Assim você consegue mapear o que a IA sabe sobre você e quais lacunas preencher para ganhar mais visibilidade.
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E aí, você já sabia da relação entre memória e buscas de query fan-out feitas pela IA? Conta pra gente! Continue acompanhando nossos perfis no Linkedin, YouTube e nossa newsletter para ficar por dentro de todas as novidades do universo do SEO, IA e do Google.
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