Karine Sales
Jornalista e criadora de conteúdo digital, atua há mais de 8 anos desenvolvendo estratégias e textos otimizados para blogs, sites e redes sociais.
Karine Sales

Atualizado em 15/01/2026
4 min de leitura
O Google lançou o Personal Intelligence, uma nova funcionalidade que torna as respostas da IA mais personalizadas, usando dados do próprio ecossistema do usuário.
A big tech diz que o recurso é uma evolução natural dos assistentes de IA. Não basta responder bem, é preciso entender contexto pessoal, histórico e preferências.
A princípio, o Personal Intelligence está sendo liberado nos EUA para assinantes Google AI Pro e AI Ultra, funcionando na Web, Android e iOS. Por enquanto, é apenas para contas pessoais, não corporativas. A ideia é que em breve também chegue no Modo IA.
Saiba mais sobre a novidade a seguir!
É um recurso em teste no app do Gemini, que conecta informações de, basicamente, todos produtos do Google (Pesquisa Orgânica, Gmail, Google Fotos e histórico do YouTube) para gerar respostas mais contextualizadas e relevantes para cada pessoa.
O diferencial do Personal Intelligence não está só no acesso a dados. Segundo o Google, a funcionalidade também tem:
Na prática, o Gemini cruza formatos e contextos para entregar respostas que outros chatbots não conseguem. Alguns dos exemplos que o Google mostrou foram:
Sempre que a gente fala sobre usar dados de usuário, é preciso ter preocupação com a privacidade. Afinal, a gente não quer ficar desconfiado se o Google está ouvindo nossas conversas, né? 😅
É por isso que o Personal Intelligence, por padrão, vem desativado. Os assinantes decidem se querem usar a função, quais apps conectar, além de limitar a personalização, e gerenciar ou apagar conversas passadas.
Nas respostas, o Gemini vai tentar explicar ou referenciar de onde tirou a informação.
Também é possível enviar feedback sobre as respostas personalizadas.
Além disso, o Google afirmou que o modelo não usa os dados das pessoas para treinar a IA. O treinamento acontece sobre os prompts e respostas, com dados pessoais filtrados ou ofuscados.
Vale dizer que o Google ainda está testando essa função, e inclusive admitiu que há limitações no uso do Personal Intelligence, como:
Como a personalização também deve chegar no Modo IA, a visibilidade de marcas e conteúdos pode variar muito de uma pessoa para outra. Isso torna bem mais difícil rastrear resultados de busca e respostas de IA, já que elas passam a depender fortemente do histórico individual.
As métricas tradicionais de visibilidade e ranking vão ficar ainda mais difíceis de medir, porque a base de comparação deixa de ser comum para todos.
Apesar disso, as marcas devem reforçar ainda mais a autoridade, contexto e presença no ecossistema do Google (fazendo SEO!), já que estar nas respostas pode pesar mais do que uma posição na busca. A IA não escolhe “quem está em primeiro lugar”, ela escolhe quais fontes são confiáveis e relevantes naquele momento.
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