Google diz que chunk optimization não é uma boa estratégia

Danny Sullivan, do Google, disse que fazer chunk optimization não é sustentável. Segundo ele, a big tech não quer conteúdo quebrado em microblocos ou “fabricado” para sistemas

A informação foi dita no podcast Search Off the Records, e noticiada no Search Engine Roundtable, que reuniu alguns comentários, a maioria deles com um clima geral de desconfiança e frustração com relação ao Google.

Vamos entender mais sobre essa treta! 

O que é chunk optimization?

O termo vem da engenharia de IA e se refere a como modelos de linguagem quebram textos internamente em partes menores (chunks) para processar e recuperar informação.

Com base nisso, algumas pessoas concluíram que, para terem seus sites mencionados e usados pela IA, elas precisavam estruturar o conteúdo em blocos menores e bem definidos – os chunks

A ideia é fazer com que cada bloco responda de forma clara a uma intenção de busca específica, ficando mais “legível” tanto para mecanismos de busca tradicionais quanto para motores de busca movidos por IA. 

Por que chunk optimization não funciona? 

A principal razão é o fato de que cada modelo de linguagem usa diferentes tipos de chunks, que mudam com frequência. Qualquer tentativa manual de “otimizar chunks” pode se tornar irrelevante rapidamente.

Os modelos trabalham com tokens, vetores e estratégias de chunking que variam conforme o modelo, custo, contexto e arquitetura. Tamanho de parágrafo, título ou seção não define como o conteúdo será dividido internamente.

Essa estratégia é bem parecida com uma mais antiga, de criação de FAQs artificiais para tentar capturar o espaço de snippets na busca orgânica. Algo que depois foi flagrado e desvalorizado pelo Google.  

Textos curtos, resumidos e facilmente digeríveis realmente são priorizados em alguns casos. Mas não por causa dos chunks, e sim porque, historicamente, esse tipo de conteúdo é o preferido das pessoas e dos buscadores mesmo. A Microsoft já até deu essa dica aqui

Então você tem que criar conteúdos bem organizados, mas pensando em navegação, não em driblar o algoritmo. 

Google diz que não devemos “escrever para LLMs”

Como já era de se esperar, o Google declarou que não devemos seguir essa estratégia de chunk optimization. 

Danny Sullivan afirmou que não quer que os conteúdos sejam transformados em pequenos blocos para tentar ranquear na IA. Segundo ele, criar conteúdo pensando em sistemas específicos, ou manter versões diferentes para humanos e para IA, vai contra a filosofia histórica da busca.

Mesmo que esse tipo de ajuste traga algum ganho pontual hoje, a tendência é que perca efeito com a evolução dos sistemas, que devem continuar priorizando conteúdo escrito para pessoas.

Para o Google, o melhor caminho é continuar mantendo o foco nas pessoas e em responder a intenção de busca. Isso porque, à medida que os sistemas de ranking evoluem, eles tendem a se alinhar cada vez mais com o que é útil e natural para humanos. 

Comunidade de SEO responde com desconfiança e frustração 

É interessante notar que, nos comentários da matéria do Search Engine Roundtable, as pessoas mostraram um certo contraste ao discurso do Google. 

Captura de tela de um comentário no Search Engine Roundtable desfavorável à orientação do Google sobre chunk optimization.

Eles apontam uma contradição entre o que o Google diz e o que, na prática, seus produtos recompensam. Muitos afirmam que conteúdos curtos, resumidos e facilmente “digeríveis” continuam sendo favorecidos, enquanto conteúdos mais aprofundados perdem visibilidade e tráfego.

O contraste é claro: enquanto o Google pede que produtores não tentem otimizar para IA, parte significativa da comunidade não acredita que escrever apenas “para humanos” seja hoje uma estratégia recompensada de forma consistente.

Conteúdo para pessoas continua sendo o caminho, mas a confiança está em jogo

Na minha visão profissional, faz todo sentido o Google reforçar que conteúdos devem ser criados para pessoas, e não para sistemas ou LLMs específicos. Esse sempre foi um princípio sólido de SEO e continua sendo o caminho mais sustentável no longo prazo.

Ao mesmo tempo, é impossível ignorar o desgaste da comunidade: há um cansaço real com o fato de o Google orientar uma coisa no discurso, enquanto na prática muitos produtores percebem sinais opostos nos relatórios. 

E ainda podemos acrescentar nesse cenário a falta de transparência e de dados claros sobre performance em experiências de IA. 🔥

Esse desalinhamento entre narrativa, resultados e métricas alimenta a frustração, não porque a ideia de “conteúdo para humanos” esteja errada, mas porque sem visibilidade e sem consistência, fica cada vez mais difícil confiar que esse esforço será reconhecido.

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E aí, o que você achou da posição do Google sobre o chunk optimization?Você usa essa estratégia? Conta pra gente! No mais, continue acompanhando nossos perfis no Linkedin, YouTube e nossa newsletter para ficar por dentro de todas as novidades do universo do SEO, IA e do Google.

  • Karine Sales

    Jornalista e criadora de conteúdo digital, atua há mais de 8 anos desenvolvendo estratégias e textos otimizados para blogs, sites e redes sociais.

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