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Quanto de information gain seu conteúdo realmente precisa para ranquear no Google? 

Você provavelmente já ouviu conselhos como “o Google recompensa conteúdos originais”, certo? Nós mesmos repetimos bastante essa ideia aqui na SHH. A base é o information gain score, uma das pontuações de qualidade de conteúdo do Google.

Uma pesquisa feita pela on-page.ai colocou essa afirmação à prova, analisando a originalidade dos sites que estão na primeira página do Google. Este é possivelmente o primeiro estudo dessa natureza no mercado. 

As principais descobertas foram:

  • As páginas do top 10 são apenas moderadamente originais; 
  • Páginas do top 3 têm mais information gain do que as demais;
  • Tamanho não é sinônimo de profundidade ou de originalidade.

Entenda abaixo como o information gain funciona, como a pesquisa foi feita e quais são as melhores abordagens para a sua estratégia de conteúdo.

O que é e como funciona o information gain?

Information gain (ou ganho de informação) determina a quantidade de informações novas que uma URL oferece sobre determinado tema, em relação às demais indexadas no Google. 

De forma bem prática, uma página que oferece information gain publica informações novas ou diferentes pontos de vista sobre informações já conhecidas. Assim, estabelece novas relações semânticas e menciona entidades diferentes do que as demais páginas. 

Supostamente, o Google privilegia páginas com maior ganho de informação. É precisamente isto que a pesquisa da on-page tentou medir.

Como a pesquisa sobre information gain foi feita?

Os pesquisadores analisaram 150 páginas, distribuídas entre 50 palavras-chaves, em 10 segmentos diferentes. 

Para cada página, eles calcularam uma pontuação de 0 a 100, com base em uma comparação da semântica com as demais da SERP:

  • 70 a 100: altamente original, muito information gain;
  • 40 a 69: moderadamente original, information gain médio;
  • 0 a 39: pouco original, baixo information gain. 

As palavras-chave foram divididas em 10 segmentos de mercado: marketing, SaaS B2B, saúde, finanças pessoais, e-commerce, jurídico, viagens, culinária, tecnologia e desenvolvimento, e melhorias para a casa. 

Para cada termo, as três primeiras posições orgânicas foram analisadas no mesmo dia, em inglês, nos EUA, em 12 de junho de 2026.

O estudo também incluiu uma análise exploratória com mais 84 páginas nas posições 4, 7 e 10 para o mesmo conjunto de palavras-chave. 

Por fim, os pesquisadores também levantaram um grupo de possíveis perguntas que os visitantes podem fazer sobre o tema de cada palavra-chave analisada.

Limitações do estudo

O estudo tem uma série de limitações que devem ser levadas em consideração:

  • A amostragem é baixa, com poucas páginas analisadas por vertical;
  • Todas as pesquisas foram feitas em inglês, no Google dos EUA;
  • A escala de information gain não reflete a avaliação do Google, é uma métrica interna da empresa que realizou o estudo.

A pesquisa será ampliado no próximo trimestre, cobrindo as páginas das dez primeiras posições para 300 palavras-chave.

Qual é a relevância do information gain para o ranqueamento no Google?

A nota mediana entre as 150 páginas analisadas foi 52/100. Ou seja, na média, cerca de metade do conteúdo traz novos pontos de dados em relação a outros resultados que aparecem para a mesma busca.

O information gain está distribuído de forma ampla entre os resultados da SERP:

  • Uma em cada 10 páginas ficou com pontuação abaixo de 26;
  • Uma em cada 10 páginas ficou com pontuação acima de 79;
  • Três páginas analisadas ultrapassaram a pontuação 90;
  • 11 páginas pontuaram abaixo de 10.

Ou seja: há páginas muito originais e outras nem tanto no top 3 do Google. 

O primeiro resultado não é o mais original

Não houve correlação entre a primeira posição orgânica e o information gain. A nota mediana entre as páginas em cada posição foi praticamente a mesma, cerca de 52 (conteúdo moderadamente original). 

Outros fatores, como autoridade do domínio, histórico da página, relevância para a palavra-chave, estrutura do conteúdo, entre outros, são mais relevantes para alcançar a primeira posição do que o information gain. 

A diferença de information gain no top 3

Em toda SERP, há um líder claro em originalidade. É uma página que tem pontuação de information gain muito acima das demais, pelo menos 20 pontos na escala da on-page. 

  • A diferença entre a página mais original e as demais foi, em média, de 31,6 pontos;
  • A mediana fica em 25 pontos;
  • Em 64% das palavras-chave, a diferença foi acima de 20 pontos;
  • No restante, a diferença chegou aos 30 pontos.

Páginas mais abaixo na primeira página são mais repetitivas

A partir da posição 4, os conteúdos tornam-se mais repetitivos. 

  • No top 3, 24% das páginas têm baixo information gain (abaixo de 40);
  • No top 7 a 10, o número sobe para 37% a 40%;
  • Fora do top 3, a nota média das páginas também é pior (51,4 contra 44,5 na posição 10);
  • A última posição, inclusive, foi a menos original.

Isso parece indicar que a originalidade tem algum peso no ranqueamento. No entanto, a análise de páginas fora do top 3 foi apenas exploratória, com uma amostragem bem menor. Portanto, é necessário um estudo mais aprofundado para afirmar qualquer coisa. 

Como as páginas aplicam o information gain?

Publicar dados originais é a melhor forma de construir o information gain. Segundo a pesquisa, este é o fator que mais se correlaciona a uma pontuação alta. 

A lógica é simples: se os dados são originais, eles não aparecem em nenhuma outra página, o que torna aquela página única. Esta é uma das diretrizes do Google para a produção de conteúdos de alto valor.

O estudo da on-page contabilizou os pontos de dados de cada página analisada.

  • Páginas com 15 ou mais pontos de dados únicos tiveram nota média de 62;
  • Páginas com no máximo um ponto de dado único teve nota 40;
  • Quanto mais dados, maior a originalidade percebida naquele conteúdo. 

Tamanho não é sinônimo de originalidade

Os textos mais longos não são necessariamente os mais originais. 

A pontuação média de information gain não se altera de forma linear. Ou seja, não adianta escrever um texto longo, se você for repetir tudo o que já está nas outras páginas. O conteúdo deve de fato ter profundidade semântica, adicionando novos conceitos.

Essa análise vai ao encontro do que já se sabe sobre o tamanho ideal de conteúdo de SEO:

As perguntas sem respostas na SERP

Uma técnica comum para gerar information gain é responder perguntas da audiência, como as que aparecem no campo As Pessoas Também Perguntam do Google. No estudo da on-page, muitas questões comuns ficaram sem respostas. Abordá-las, se possível trazendo dados originais, seria uma forma de aumentar a pontuação de information gain. 

Quais segmentos têm o conteúdo mais (e menos) original

O information gain varia bastante entre os segmentos de mercado analisados. Direito tem os conteúdos mais originais (mediana de 62), enquanto saúde tem os menos originais (mediana de 42). Os demais ficam em um bloco intermediário. Não há setores onde a maior parte do conteúdo seja altamente original (mediana a partir de 71).

Os resultados estão na tabela abaixo. Infelizmente, a pesquisa não explica o porquê dos números.

SegmentoMediana
Jurídico62
Tecnologia60
Culinária58
Viagens56
Marketing55
Melhorias para a casa55
Finanças pessoais46
SaaS B2B44
E-commerce43
Saúde42

Há grande variação no information gain dentro de cada categoria. Direito foi a variável com maior páginas com information gain alto. Saúde, SaaS B2B e e-commerce foi o contrário.

Praticamente todos os segmentos de negócio tinham páginas nos dois extremos, com notas próximas de zero ou pontuação acima de 80. 

Como adaptar sua estratégia de conteúdo para oferecer mais information gain

A pesquisa traz quatro implicações importantes para quem está conduzindo projetos de conteúdo e otimizando sites:

  • Originalidade não é pré-requisito para ranqueamento, mas quem está no top 3 praticamente sempre mostra mais information gain;
  • As páginas compartilham diversas informações e diferenciam-se apenas em pontos específicos;
  • Responder a perguntas da audiência é uma boa possibilidade de se diferenciar;
  • Adicionar dados originais é o que mais contribui para o information gain. 

Veja abaixo três estratégias que aplicamos com os clientes da SHH e podem te ajudar a tornar as suas páginas mais originais. 

1. Considere o conteúdo dos seus concorrentes como o ponto de partida

Seus conteúdos devem cobrir todos os temas que já aparecem no top 3 (ou, se possível, no top 10) do Google para a sua palavra-chave alvo.

Este é o requisito mínimo para que você possa ser mais original que a concorrência. Não precisa sair criando um texto 100% novo, sem abordar o básico sobre o tema – isso pode inclusive prejudicar a interpretação do Google sobre o seu conteúdo e gerar dificuldades para ranqueá-lo.

Depois de abordar esses tópicos, observe o que está ausente na cobertura deles. Pode ser um ponto de vista diferente, um subtópico novo, uma subárea específica, entre outros. Você deve tentar preencher essa lacuna no seu conteúdo e aí sim gerar o information gain. 

2. Identifique as perguntas que o top 3 não responde

Quando ler o que já aparece no Google para a sua palavra-chave, atente-se para as perguntas sem resposta. São questões que a audiência provavelmente terá durante a leitura, mas as páginas não cobrem. Ou, se cobrem, o fazem sem headings dedicados ou sem muita profundidade.

A pesquisa da on-page revelou que as páginas ranqueadas normalmente têm muitas lacunas desse tipo. 

Você pode:

  • Listar as dúvidas que você mesmo teria ao ler o artigo;
  • Usar ferramentas como o alsoasked para identificar as perguntas que o Google já mapeou;
  • Usar alguma IA para obter possíveis perguntas (mas sempre revisando a lista).

3. Inclua dados, números e evidências originais

Esta é uma das principais abordagens de conteúdo útil na era da IA. E por uma boa razão: é a melhor forma de se destacar e de entregar algo que nem as AI Overviews e nem os seus concorrentes fazem.

Infelizmente, é a abordagem mais difícil de colocar em prática também, principalmente se você terceiriza toda a produção e não tem especialistas técnicos dando apoio aos times de conteúdo.

Algumas fontes de dados incluem:

  • Pesquisas próprias;
  • Testes internos;
  • Análises de bases de clientes (com permissão);
  • Benchmarks do setor coletados pela sua equipe.

Nem toda equipe tem esse ativo disponível. As que não tem podem iniciar aos poucos, com pesquisas menores e mais rápidas de executar para testar a abordagem.

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Se você precisa de apoio na aplicação desta (e de outras) estratégias de SEO que estão alinhadas ao momento atual do Google, entre em contato com a SEO Happy Hour

  • Elyson Gums

    Elyson Gums

    Elyson Gums é redator na SEO Happy Hour. Trabalha com redação e produção de conteúdo para projetos de SEO e inbound marketing desde 2014, em segmentos B2C e B2B. É bacharel em Jornalismo (Univali/SC) e mestre em Comunicação Social (UFPR).

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