SEO é o resultado de uma combinação de variáveis. Logo, tem muitos detalhes que podem dar errado. Eles podem ser divididos entre erros técnicos, de conteúdo, estratégicos e de spam.
Este artigo reúne os principais erros de SEO, aqueles que a equipe da SEO Happy Hour tem visto com mais frequência nos nossos mais de dez anos de atuação, junto das soluções e de leituras adicionais para compreendê-los em detalhes.
Veja a lista:
Erro
Causa
Solução
1. Bloquear rastreamento
Robots.txt errado, página com login/senha, JS mal implementado
O que é: rastreamento é o processo no qual um robô acessa seu site e processa o conteúdo das páginas. Sem o rastreio, páginas não aparecem no Google e nem nas IAs.
Causas comuns: algum bloqueio em nível de servidor, URLs protegidas por login e senha, diretivas erradas no arquivo robots.txt, JavaScript mal implementado. Geralmente é sem querer: a pessoa colocou senha na seção errada do site, bloqueou um IP do Google sem querer, ou tentou limitar uma seção do site no robots.txt, mas acabou bloqueando outra…
Como resolver: revise o robots.txt, as permissões no seu servidor e as proteções com login e senha. Verifique se todo o conteúdo importante da página está presente no HTML, sem depender de JavaScript para aparecer.
Lembrete: nem toda página precisa ser rastreada, só as que têm algum valor para SEO.
O que é: a indexação é quando os buscadores adicionam a página a um índice, após rastreá-la. Se houver algum erro nesse processo, aquela URL também deixa de aparecer no Google e nas IAs.
Causas comuns: acontece quando você adiciona a tag noindex em alguma página. Uma das situações “raras, mas que acontecem muito” é esquecer a tag quando o site sai do ambiente de testes para a versão final. Fora isso, os buscadores podem escolher não indexar uma página por diversas razões, como conteúdo duplicado, ou considerado irrelevante ou de baixa qualidade.
Como resolver: verifique o código-fonte e remova a tag noindex, se estiver na página errada. Se o problema se repete em várias páginas, verifique as regras para implementação dinâmica da tag.
Se o problema for outra coisa, fora essa tag fora do lugar:
Crie links internos relevantes entre as suas páginas;
Revise o conteúdo e edite o que for necessário.
Fazendo isso, o Google consegue entender melhor o site e a relevância daquela URL, o que aumenta as chances de indexação.
Lembrete: assim como no rastreamento, nem todas as páginas devem ser indexadas. Páginas de agradecimento, resultados de busca interna, áreas de cadastro, painel de usuário e ambientes de homologação ou teste são exemplos.
O que é: disponibilizar páginas idênticas ou extremamente semelhantes no mesmo site. Ao se deparar com esse cenário, o Google procura apenas uma versão para indexar, que nem sempre é a versão correta ou a mais indicada.
Causas comuns: URLs geradas dinamicamente, por navegação facetada, paginação, URLs com parâmetros, versão de site HTTP e HTTPS, etc.
Como resolver: marque a URL principal do grupo como canônica, insira essa URL no sitemap e nas suas linkagens internas.
O que é: dados estruturados são informações complementares sobre uma página, disponibilizadas em formato legível por máquina (em SEO, o de marcação Schema).
Causas comuns: ausência total de implementação, escolha do tipo incorreto de schema ou preenchimento incompleto das propriedades exigidas.
Como resolver: identifique as marcações adequadas para cada tipo de página (produtos, avaliações, FAQ, tipo de página, autoria, etc.) e implemente preenchendo todos os campos, com apoio de profissionais de SEO.
O que é: publicar conteúdos sem uma lógica clara e sem considerar os termos, tópicos e entidades que interessam ao seu público-alvo. Dessa forma é mais difícil gerar autoridade, tráfego e conversões.
Causas comuns: planejamento improvisado, falta de processos para pesquisas de palavras-chave, tentativas de falar sobre tudo ao mesmo tempo, criação de conteúdo baseada em “achismos” ou na simples divulgação direta de produtos e serviços.
Como resolver: faça pesquisas de tópicos ou palavras-chave usando alguma ferramenta de SEO e coletando dados sobre o seu público-alvo. Crie uma pauta semanal, quinzenal ou mensal para seguir.
O que é: enxergar a otimização para buscadores como um processo com início, meio e fim, sem realizar manutenção.
Causas comuns: problemas de orçamento e expectativas desalinhadas sobre o tempo de maturidade de um projeto de SEO.
Como resolver: estabeleça rotinas de monitoramento e otimização. Você perceberá uma variação natural nos resultados a partir do momento em que o SEO parar. Acontece porque, além de conquistar novas posições, você precisa defender esse espaço dos concorrentes que continuam investindo.
O que é: abandonar o conteúdo antigo, deixando que fique desatualizado e perca relevância. Conforme o tempo passa, o site acumula URLs sem tráfego que prejudicam a autoridade geral do domínio.
Causas comuns: focar todo o esforço em criar páginas novas, sem rotinas de auditoria e manutenção do que foi publicado há anos.
Como resolver: faça auditorias de conteúdo e content pruning periódicos para atualizar, remover ou consolidar o conteúdo que não tem mais serventia. Veja um resultado real dessa abordagem:
O que é: criar páginas com informações genéricas e definições rasas de conceitos, que são facilmente respondidas por uma IA e não geram mais cliques como antigamente.
Causas comuns: estratégia de conteúdo antiga, falta de recursos para investir em conteúdo aprofundado, redação geral, feita sem apoio de especialistas na área que está sendo coberta.
Como resolver: suas páginas devem conter conteúdo novo, sem repetir apenas o que já está indexado no Google. Pode ser um ponto de vista diferente, uma pesquisa original, a opinião de especialistas, entre outros elementos que tornem sua página única.
O que é: produzir conteúdo visando apenas o ranqueamento, sem responder diretamente o que as pessoas querem saber. Isso leva os buscadores a ranquear outras páginas, que realmente entregam o que o visitante espera encontrar.
Causas comuns: produzir sem analisar os concorrentes que já ranqueiam, publicar em formatos pouco adequados, produzir conteúdos sem profundidade, baixa compreensão sobre o objetivo de cada pesquisa.
Como resolver: pesquise o assunto no Google antes de criar o conteúdo. Veja o que aparece nas AI Overviews, qual formato está melhor ranqueado, quais informações as páginas do top 3 entregam e em qual ordem. Produza e atualize de acordo com esse padrão, sempre agregando informações novas.
O que é: publicar imagens pesadas e mal formatadas, que prejudicam a velocidade de carregamento do site e pioram a experiência de página.
Causas comuns: fazer upload de PNG direto, sem modificar o nome do arquivo, e problemas na responsividade de design. Frequentemente a raiz do erro está na pressa de publicar logo.
Como resolver: salve arquivos com nomes legíveis (como grafico-trafego-organico-gsc), use formatos como WebP ou JPG, insira textos alternativos descritivos e comprima imagens usando ferramentas como o Squoosh.
O que é: adicionar links de forma aleatória. Ou, pior, nem adicioná-los. Sem links nos lugares certos, fica mais difícil para o Google entender o site e rastreá-lo.
Causas comuns: arquitetura de site sem planejamento, uso inadequado de textos-âncora, falta de links contextuais, ausência de links para páginas importantes, links internos para versões não canônicas de URLs.
Como resolver: planeje seus links internos, da mesma forma que você planeja os seus conteúdos. Verifique se as páginas têm links internos relevantes e use textos-âncora descritivos, sem os clássicos “clique aqui” ou “saiba mais”.
O que é: criar títulos que não incentivam o clique e metadescrições que não descrevem corretamente a página, nem apresentam o que tem dentro dela. Essas ações podem reduzir a taxa de cliques (CTR) no Google.
Causas comuns: usar títulos automáticos de CMS, ignorar limites de caracteres, escrever títulos que não descrevem corretamente as páginas, com chamadas e descrições genéricas.
Como resolver: tente manter os títulos abaixo de 70 caracteres e as descrições em até 150. Use esses elementos para responder diretamente à intenção de busca.
No caso dos títulos, otimize o H1 e a title tag. Se a página tiver potencial de tráfego no Discover, mexa também na og:title.
Use simuladores da SERP para verificar se o título e a descrição serão exibidos por inteiro no Google.
Lembrete: preocupe-se com a qualidade do título primeiro e depois com o tamanho! Muitas vezes, será impossível criar títulos curtos, principalmente para notícias. Em casos assim não tem problema ir além dos 70 caracteres.
13. Seguir cegamente as recomendações dos plugins de SEO
Categoria: erro on-page
O que é: alterar as páginas para ter “todas as bolinhas verdes” nos plugins de SEO, como o Yoast ou o RankMath. O problema é que o Google usa sistemas complexos para avaliar páginas, que não são captados corretamente por essas ferramentas.
Causas comuns: tratar as sugestões como regras, sem considerar o contexto em torno delas.
Como resolver: analise os checklists dos plugins, mas avalie criticamente cada sugestão. Aplique apenas o que faz mais sentido para o tipo de página que você está otimizando.
O que é: considerar apenas o tráfego orgânico como indicador de sucesso. É um erro porque as IAs estão mudando profundamente a forma como as pessoas interagem com as páginas da web.
Causas comuns: dificuldade de adaptação ao novo momento do SEO. É uma situação pela qual a maioria das empresas está passando.
Como resolver: considere outras métricas nas suas análises, em especial o impacto do SEO nos negócios. Você deve medir a presença nas IAs, engajamento com o seu público-alvo e, principalmente, o ROI do seu investimento em SEO.
O que é: parar de investir nas ações “tradicionais” de SEO para mirar exclusivamente nas técnicas que prometem visibilidade nas IAs.
Causas comuns: desejo por retorno imediato, medo de ficar de fora da principal tendência do momento, falta de conhecimento sobre como as IAs funcionam.
Como resolver: entender que as boas práticas tradicionais de SEO se correlacionam com a visibilidade nas IAs, pois elas dependem dos índices tradicionais para pesquisar na web em tempo real. Definir um espaço para testes de estratégias “para a IA”, desde que elas não prejudiquem a presença do site no Google.
O que é: usar ferramentas de IA para gerar e publicar grandes volumes de conteúdos genéricos, sem profundidade, originalidade ou demonstração de experiência/autoridade.
Causas comuns: ilusão de “aumentar a eficiência”, busca por resultados rápidos.
Como resolver: priorize qualidade sobre quantidade. Use a IA para auxiliar processos e estruturar ideias, nunca para ser autora. E, ao publicar, evite subir dezenas/centenas de páginas de uma só vez.
Lembrete: publicar em massa é considerado spam pelo Google e gera punições. Sites que dependem disso costumam seguir o padrão abaixo: crescimento, queda e baixa visibilidade, sem recuperação.
O que é: perguntar para o Claude ou ChatGPT “como otimizar meu site” e seguir tudo o que aparecer na resposta. Isso é problemático porque os conselhos da IA parecem verídicos, mas não têm nenhuma base real, como dados atualizados, o contexto do seu site, ou noção sobre como funciona o SEO.
Causas comuns: desconfiança na equipe de marketing, falta de recursos para tocar o projeto de SEO, ilusão de produtividade, falta de conhecimento sobre como as IAs geram respostas.
Como resolver: use a IA de forma crítica e deixe um profissional que entende de SEO pilotar o robô. Assim você reduz drasticamente as chances de cair nas alucinações, que são as mentirinhas que a IA conta, mas não te avisa.
O que é: pagar para adquirir hyperlinks em portais de procedência duvidosa, em uma tentativa de manipular a autoridade do seu site no Google.
Causas comuns: busca por um atalho no ranqueamento, desconhecimento das políticas de spam do Google, percepção de que a prática é aceita e comum no mercado.
Como resolver: invista em ações legítimas para captação de links, como Digital PR ou assessoria de imprensa.
Lembrete: a compra de links viola as diretrizes do Google e pode penalizar o seu site, principalmente se forem aqueles links duvidosos e “baratinhos”.
O que é: criar páginas para literalmente todas as variações de palavras-chave possíveis, além de forçá-las dentro dos textos.
Causas comuns: a aplicação de técnicas antigas de SEO, da época em que os buscadores dependiam exclusivamente das palavras-chave para entender o contexto de uma página.
Como resolver: crie uma página para cada intenção de busca, não para cada mínima variação no texto da sua palavra-chave alvo. Insira a palavra-chave naturalmente e em locais estratégicos, como título, primeiros parágrafos e subtítulos.
O caminho para descobrir quais erros de SEO estão prejudicando seu site são auditorias frequentes e análises de quedas de tráfego orgânico. A partir daí, você terá uma lista de ações (e que provavelmente estão nessa lista) para resolver.
Para adiantar o processo e lidar com as questões mais complicadas e específicas, considere contratar uma consultoria de SEO. Esses profissionais têm conhecimento avançado sobre SEO e ajudarão seu time de marketing a descobrir os principais “gargalos” e resolvê-los muito mais rapidamente. O resultado disso é mais tráfego orgânico, mais leads e mais negócios.
Elyson Gums é redator na SEO Happy Hour. Trabalha com redação e produção de conteúdo para projetos de SEO e inbound marketing desde 2014, em segmentos B2C e B2B. É bacharel em Jornalismo (Univali/SC) e mestre em Comunicação Social (UFPR).
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