Karine Sales
Jornalista e criadora de conteúdo digital, atua há mais de 8 anos desenvolvendo estratégias e textos otimizados para blogs, sites e redes sociais.
Karine Sales
Atualizado em 13/08/2026
7 min de leitura
O consultor de SEO Suganthan Mohanadasan descobriu, por meio de uma análise própria, que o ChatGPT já sabe quais marcas vai pesquisar antes de fazer a busca na web.
Quando Mohanadasan perguntou “qual é o melhor app de notas para reuniões”, sem mencionar marca alguma, o ChatGPT escreveu, internamente, a seguinte busca (tradução nossa):
“melhores aplicativos de anotações e reuniões com IA em 2026 incluindo Granola Notion AI Otter Fireflies Fathom Mem Limitless”
Ou seja, ele faz a mesma pergunta que o usuário fez e inclui as possíveis marcas que ele aprendeu durante o treinamento do modelo (que, nesse caso, são Granola, Notion, Otter, Fireflies, Fathom etc.).
A seguir eu te conto mais sobre essa análise.
Suganthan leu o tráfego de requisições do ChatGPT capturando as buscas que o modelo faz quando responde a perguntas.

Ele analisou 57 conversas completas durante dois meses (julho e agosto de 2026), todas de uma conta Plus em Dubai. A ideia era medir as query fan-out geradas (toda a cascata de buscas que o modelo dispara para responder uma coisa só).
Para provar que as marcas que apareciam nas requisições do ChatGPT não vinham de resultados anteriores, Suganthan pegou a primeira pergunta do usuário e a primeira busca que o ChatGPT escreveu, ordenadas por horário.
Como resultado, em 21 de 27 conversas, a primeira busca da IA continha marcas que o usuário nunca tinha mencionado.
A principal descoberta, obviamente, é que o ChatGPT escreve nomes de marcas na busca antes de fazer qualquer pesquisa na web.
Ainda na análise, Suganthan separou todas as marcas em dois grupos:
Ele descobriu que marcas que o ChatGPT nomeou naquela query inicial foram citadas na resposta final 68,9% das vezes. Marcas que foram apenas recuperadas da web, sem nunca terem sido nomeadas pelo modelo, foram citadas 2,1% das vezes. É uma diferença de 33 vezes.
Isso mostra como é importante estar na memória do modelo se você quer que sua marca tenha visibilidade na IA. Um estudo da geoSurge mostrou que uma marca que o modelo lembrava foi buscada 3,2 vezes mais do que uma que ele não lembrava.

Para isso, rode cinco vezes esse prompt no ChatGPT: “Qual é a melhor [sua categoria] em 2026?”.
Substitua “[sua categoria]” pela pergunta que seus compradores realmente fazem. Se você vende software de CRM, pode ser “melhor CRM para startups”. Se vende app de notas, “melhor app de notas para reuniões”. O importante é que seja uma pergunta real de um possível comprador, não genérica.
Depois de rodar cinco vezes:
Um outro ponto importante da análise de Suganthan é que ele descobriu que ser recuperado pelo ChatGPT não garante citação: apenas 3,1% das páginas lidas são efetivamente creditadas pelo modelo.
O caminho para chegar nesse resultado foi: das 57 conversas analisadas, 3.554 páginas foram recuperadas. Desse total, apenas 110 páginas foram citadas (3,1%).
Enquanto o modelo lê cerca de 600 páginas para escrever uma resposta, ele credita apenas cerca de 30 fontes.
Segundo Suganthan, existem três fatores que determinam a citação:
O ChatGPT agrupa os resultados por domínio, e dentro desse grupo ele ordena as páginas por relevância. A posição da página dentro do grupo é o que mais vale para a citação: primeiro lugar tem 5,2% de taxa de citação, segundo tem 4,6%, terceiro tem 2,4% e por aí vai. Sexto ou posterior tem apenas 0,3% de chance de ser citado.

Ter muitas páginas do mesmo domínio no mesmo grupo pode reduzir a taxa de citação também. De acordo com a análise, a quantidade ideal é ter duas páginas sobre o mesmo tópico, o que leva a uma taxa de citação de 6,2%. De três a quatro páginas semelhantes, a taxa fica em 4,3%. Cinco páginas, cai para 1,9%.

Depois de cinco ou seis páginas, você está competindo principalmente consigo mesmo, e a citação por página despenca. Isso valida a estratégia de consolidar conteúdo canibalizado em vez de publicar muitas páginas similares.
Por fim, Suganthan comparou a página citada com todas as outras páginas recuperadas para a mesma afirmação, avaliando quão bem o texto correspondia à frase que a sustentava.
A página citada ficou entre os 5% melhores em relevância, mas ela foi a melhor correspondência individual em apenas 20% dos casos. Sua sobreposição média ficou bem abaixo da melhor disponível.
Isso significa que conteúdo relevante não é suficiente para ser citado. Você também depende dos outros fatores, como posição no grupo, consolidação do domínio e clareza da resposta no topo da página.
Além disso, ser pré-citado pelo ChatGPT não garante sua citação na resposta da IA. É preciso seguir outros fatores e requisitos que eu te falo no bloco a seguir.
Se você não é uma das marcas que aparecem na pré-seleção do ChatGPT, você deve:
Perceba que boa parte dessas dicas tratam-se de SEO off-page. O que significa que você precisa desenvolver uma estratégia que faça com que sua marca apareça em outros domínios, por exemplo: entrevistas em publicações especializadas, parcerias com outros profissionais da área, incentivar clientes a fazerem reviews em sites especializados.
Tudo isso também tem relação com a visibilidade em outras interfaces de IA, como as AI Overviews do Google.
Agora, se sua marca já aparece na pré-seleção do ChatGPT, faça o seguinte:
Ou seja, nesse caso você precisa trabalhar mais os quesitos de otimização on-page.
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