O Google Web Guide é um recurso que organiza os resultados de pesquisa por tópicos. É uma experiência híbrida, com os resumos de IA e elementos do buscador tradicional que a gente já conhece.
Alguns especialistas acreditam que, em breve, ele será o “Google padrão”. Hoje, é a interface que melhor integra as respostas rápidas da IA, com o incentivo ao clique nos portais.
Os testes estão acontecendo apenas nos Estados Unidos. Como ainda não chegou no Brasil, pouca gente fala sobre o Web Guide.
Já estamos nos antecipando com este manual de como o Web Guide funciona. Assim, quando chegar no Brasil, você já sai na frente da concorrência!
O Google Web Guide é uma versão da SERP que organiza os resultados de pesquisa usando IA. Ele cria diversos “subtópicos”, que são respondidos por listas de links e resumos rápidos escritos pelo Gemini.
Por exemplo, uma pesquisa sobre “como viajar sozinho no Japão” terá resultados agrupados em: guias para viajar sozinho no Japão, experiências de quem já viajou sozinho para o Japão, dicas para quem viaja sozinho, etc.
No Google de hoje, todas as informações aparecem misturadas.
Apesar da organização ser feita com IA, as listas de links têm muito espaço. Este é um dos principais diferenciais da interface: é uma abordagem realmente híbrida de IA e busca tradicional.
Hoje, não temos isso em nenhum outro modo. No Google Padrão, a resposta de IA aparece acima de todo o resto, ocupando praticamente toda a tela. E o Modo IA substitui totalmente a lógica de clicar em links.
O Web Guide ainda não está disponível no Brasil. Não há sequer uma data de lançamento do recurso em outros países.
Na verdade, ele ainda não é amplamente usado nos Estados Unidos. O experimento começou em julho de 2025, foi expandido em dezembro de 2025, mas ainda está limitado a um número pequeno de contas.
Também não há data para sair da fase beta lá nos Estados Unidos.
Como o Web Guide funciona?
O Google Web Guide funciona a partir de uma versão personalizada do Gemini. O modelo avalia a intenção da busca da pesquisa principal e o conteúdo disponível na internet.
Para cada pesquisa, ele:
Identifica a intenção de busca e os termos (entidades) da pesquisa;
Busca em seu índice os sites que respondem ao tema principal;
Simultaneamente, dispara buscas sobre subtópicos relacionados à entidade principal;
Agrupa links para sites e textos de IA de forma lógica na tela, com divisões para cada subtema.
O resultado é uma resposta mais completa e contextualizada do que o buscador tradicional seria capaz de oferecer.
Uma página do Google Web Guide tem quatro elementos principais, segundo a classificação feita pela Moz. São eles:
Resultados orgânicos 🔴
Resumo de IA 🔵
Ramificação de pesquisas 🟢
Snippet escrito com IA 🟠
Todos esses elementos já existem (ou estão sendo testados) no Google tradicional. Mas, são apresentados de forma totalmente integrada no Web Guide, o que faz toda a diferença.
Vamos ver cada um deles no detalhe.
Resultados orgânicos
São os resultados padrão do Google. É uma lista de links que pode ser influenciada por SEO. Por padrão, o Web Guide exibe sempre dois links e oferece a opção de expandir a lisa.
Para o grounding de seus modelos Gemini, o Google usa uma tecnologia proprietária chamada FastSearch. FastSearch é baseado em sinais RankEmbed – um conjunto de sinais de classificação de pesquisa – e gera resultados da web classificados e abreviados, que um modelo pode usar para produzir uma resposta. O FastSearch fornece resultados mais rapidamente do que o Search porque recupera menos documentos, mas a qualidade resultante é inferior aos resultados da Web totalmente classificados do Search.
Resumindo: o Web Guide tem uma versão “simplificada” da pesquisa tradicional.
Resumos de IA
É um resumo escrito pelo Gemini para responder à pesquisa de forma direta. A principal diferença em relação às AI Overviews tradicionais é o tamanho do texto, que é bem mais curto e direto.
O resumo aparece dentro de uma aba chamada “Web Guide”, junto de um botão para consultar a pesquisa tradicional.
Ramificação de pesquisas
Esta é a principal diferença em relação ao Google tradicional. O Web Guide divide a página em subpesquisas relacionadas ao assunto pesquisado. Cada tema aparece com um título e uma descrição rápida gerada por IA. Na sequência, aparecem sites relevantes para aquele tópico.
O processo é feito a partir da técnica de query fan-out. Todos os produtos de IA do Google usam esse recurso, que pode criar centenas de ramificações para cada pesquisa, praticamente em tempo real.
Para a pesquisa sobre “mouse gamer sem fio”, a query fan-out gerou os seguintes subtópicos:
Resenhas de mouse gamer sem fio;
Comparações detalhadas de mouse gamer sem fio;
Listas de produtos de mouse gamers sem fio;
Resenha de mouse gamer sem fio da Razer
Recomendações de pessoas sobre mouses sem fio
Resenhas detalhadas de mouse gamer sem fio
Guias e principais problemas de mouses gamers sem fio
O Google identificou a palavra-chave principal da busca, “mouse gamer sem fio”, e expandiu a pesquisa para tentar antecipar a jornada de quem está comprando. Isso poupa a pessoa de fazer várias pesquisas, pois entrega os tópicos mais relevantes todos de uma vez só.
Snippets escritos com IA
Os resultados que aparecem dentro de cada subtópico não têm metadescrições. Em vez disso, o Google escreve um resumo do que tem na página.
É importante lembrar que o Web Guide ainda está na sua infância – ou nem isso, já que ainda nem saiu do beta. Logo, o layout pode mudar bastante com o passar do tempo.
Isto abre margem para alguns questionamentos, que ainda seguem sem resposta:
Como será o layout da página quando o Google incluir anúncios?
A dependência do FastSearch é boa, ruim ou indiferente para os sites indexados?
O FastSearch pode privilegiar outras fontes, já que o Web Guide exibe vários resultados por tema e subtema?
Esta interface realmente favorece o clique?
Como é a comunicação com outros elementos clássicos do Google, como vídeos, notícias e grafo de conhecimento?
As respostas virão naturalmente, conforme o serviço for lançado e adotado (ou não) pela audiência.
Quando tivermos as respostas, atualizaremos este post.
Qual o impacto do web guide para SEO?
O principal impacto do Google Web Guide está na forma como o buscador interpreta as informações das páginas. Na nova interface, tudo é mediado pelo Gemini, que decide quais subtemas pesquisar, exibir, e quais informações destacar em cada URL.
Algumas questões a considerar são:
Menos controle sobre certos aspectos de otimização, especialmente as metadescrições. Hoje o Google já as reescreve (e nem sempre faz bem);
Ausência de um ranking formal, o que dificulta a mensuração de resultados baseada em posição de página;
Maior volatilidade, já que a SERP muda radicalmente de acordo com as subpesquisas feitas durante a query fan-out;
Mais oportunidades de visibilidade dentro das queries fan-out. Mesmo que você não apareça para a palavra-chave principal, pode estar presente em algum subtema;
Algumas estratégias de otimização podem mudar. Por exemplo, o campo “As Pessoas Também Perguntam” não aparece nesse modo. É comum otimizar o texto para aparecer ali, o que faz pouco sentido pensando em Web Guide. Provavelmente, otimizar para query fan-out também será mais importante daqui pra frente.
É importante lembrar que não existe “otimização para o Web Guide”. Os critérios de ranqueamento do Google não mudam, então as ações de SEO que você já executa continuam válidas. Da mesma forma, se você já ranqueia para um termo na interface tradicional, provavelmente também ranqueará no Web Guide.
Mude a sua estratégia apenas se o Web Guide se tornar popular, o que ainda está longe de acontecer.
Isso levou muita gente a crer que o Modo IA será o futuro, mas talvez não seja assim.
Uma teoria que está ganhando força sugere que o Web Guide será a alternativa escolhida, pois:
As IAs têm muitas limitações, principalmente as alucinações;
Historicamente, LLMs não são efetivas para pesquisas locais ou que envolvem eventos recentes, como notícias;
IA generativa custa muito caro para desenvolver e manter, mesmo para gigantes como Google e OpenAI;
É mais difícil monetizar IA do que a busca tradicional – até por isso você ainda não viu anúncios no ChatGPT.
Uma interface híbrida, como o Web Guide, resolve boa parte desses problemas.
No entanto, por aqui, são só ideias. Ninguém sabe o que será do futuro. Apenas temos a certeza de que IA será uma parte cada vez mais presente do SEO e que é importante se preparar para este cenário.
É o que estamos fazendo aqui na SEO Happy Hour, apoiando os nossos clientes neste momento de transição por meio de uma consultoria aprofundada, que melhora resultados em SEO e IA. Entre em contato e descubra como podemos ajudar a sua empresa!
Elyson Gums é redator na SEO Happy Hour. Trabalha com redação e produção de conteúdo para projetos de SEO e inbound marketing desde 2014, em segmentos B2C e B2B. É bacharel em Jornalismo (Univali/SC) e mestre em Comunicação Social (UFPR).
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