Karine Sales
Jornalista e criadora de conteúdo digital, atua há mais de 8 anos desenvolvendo estratégias e textos otimizados para blogs, sites e redes sociais.
Karine Sales

Atualizado em 04/05/2026
8 min de leitura
Em uma apresentação na Adobe Summit, especialistas da IBM alertaram que a busca mudou de forma irreversível, e as marcas que não se adaptarem correm o risco de perder a visibilidade na web.
As ferramentas de IA agora respondem perguntas, comparam produtos e recomendam marcas, tudo isso sem que o leitor precise clicar em um site.
Segundo a empresa, cerca de 75% da visibilidade em buscas pode migrar para agentes de IA nos próximos dois anos.
Para se manter visível nesse novo cenário, a IBM propôs 12 dicas essenciais, que vão desde a criação de conteúdo até governança e gestão de mudanças. Falo sobre cada uma delas a seguir!
Sua marca precisa contar a mesma história em todos os canais: site, relações públicas, redes sociais e menções externas.
Por exemplo, se você diz que tem “qualidade premium”, mas as avaliações do seu produto/serviço falam outra coisa, então isso pode gerar conflito e enfraquecer sua autoridade diante da IA.
Confira quais fatores influenciam a citação de uma marca pela IA para se aprofundar no assunto.
A IA não ranqueia páginas, ela extrai respostas. Por isso, o conteúdo precisa ser estruturado em perguntas e respostas claras, seções curtas e linguagem direta.
Em vez de um parágrafo longo explicando um produto, escreva:
Neste artigo, detalhamos como criar conteúdos otimizados para IA. Apesar de ser bem parecido com a redação para SEO, existem alguns detalhes importantes a considerar, como o fato de que a IA não se baseia em palavras-chave e que o objetivo do conteúdo deve ser a clareza e a estruturação correta das informações.
Conteúdo excelente não funciona se a IA não consegue lê-lo. Um site visualmente bonito pode aparecer para os robôs como “um título e uma página em branco” se não tiver HTML limpo, dados estruturados e carregamento direto de conteúdo.
Para isso, eu te indico a leitura do guia de SEO técnico para IA. Ele vai te ajudar a garantir que o site forneça o contexto para facilitar a leitura, sintetização de texto, extração de passagens e citação.
Se o seu próprio sistema de busca interno não encontra respostas no seu site, ferramentas de IA externas também não vão encontrar. A busca interna funciona como um termômetro: se ela falha, o problema é estrutural.
Nesse caso, você precisa rever sua estratégia de links internos e a arquitetura do site.
Ser mencionado pela IA (ter seu texto ou informação na resposta) é diferente de ser citado por ela (quando a IA de fato cita o nome da sua marca). Citações indicam confiança, e a IA cita marcas com expertise clara, mensagem consistente e concordância entre fontes.
Para uma empresa de saúde, por exemplo, ter médicos assinando conteúdos aumenta a chance de citação.
Aqui você precisa se atentar a duas coisas:
A IA combina informações de múltiplas fontes. Para entrar nas respostas, o conteúdo do seu site precisa ser fácil de fragmentar e recombinar.
Conteúdo denso e sem estrutura tende a ser ignorado no lugar de algo mais modular. Por exemplo, um texto de 2 mil palavras sobre “como escolher um notebook” perde para um concorrente que divide o texto em seções curtas com subtítulos como: “Qual processador escolher?” e “Quanta memória RAM você precisa?”.
Mais uma vez, te indico conferir o texto de redação otimizada para IA, que citei lá no item 2.
A presença da marca fora do site importa tanto quanto (ou mais que) o que está nele. Segundo a IBM, 85% das menções vêm de fontes externas como Reddit, fóruns e cobertura da mídia.
Uma empresa de software que nunca aparece em discussões especializadas ou reviews independentes têm visibilidade limitada nos resultados de IA, mesmo que o site seja excelente.
Por isso é importante ter uma estratégia de relações públicas, assessoria de imprensa e presença nas comunidades do seu nicho.
As métricas tradicionais de SEO não contam mais a história completa. A pergunta central deixou de ser “quantas visitas tivemos?” (tráfego) e passa a ser “a IA nos recomendou?” (menções).
É preciso monitorar com que frequência sua marca é mencionada em respostas de IA, em quais plataformas aparece e se está sendo citada como fonte ou apenas mencionada de passagem.
Tráfego orgânico ainda é importante, mas já não é mais o único indicador de sucesso. Indico a leitura do artigo sobre os KPIs de SEO que devem ser monitorados na era da IA.
Sem regras claras sobre como escrever, estruturar e publicar conteúdo, times diferentes criam formatos diferentes. E isso gera inconsistência e enfraquece a autoridade da marca perante a IA.
Um exemplo prático: se o time responsável pelo blog fala que a marca tem “bom custo-benefício” e o time de RP vende a ótica de “serviço premium”, a IA recebe sinais conflitantes sobre quem é e o que faz a sua marca.
Isso tem nome, e chama brand drift, que é quando a IA cria uma nova narrativa sobre a sua marca, diferente do que você quer promover.
As buscas estão ficando mais longas e naturais. Em vez de “tênis corrida”, a pessoa digita “estou treinando para uma maratona pela primeira vez, qual tênis devo comprar?”. Seu conteúdo precisa antecipar esse tipo de pergunta e respondê-la diretamente.
Isso muda a forma de pensar a pauta: em vez de otimizar para uma palavra-chave, você otimiza para uma intenção de busca descrita em linguagem natural, o que exige um olhar diferente na pesquisa e na redação.
A transição da otimização para buscas generativas (ao invés de só busca orgânica) não é responsabilidade exclusiva das equipes de SEO ou marketing. Ela envolve TI, RP, produto e liderança. Os times precisam ser treinados, metas precisam ser realinhadas e barreiras precisam ser quebradas.
Um sinal de que isso já chegou ao topo é de que, segundo a IBM, quando uma marca não aparece em uma recomendação de IA, a pergunta hoje parte do CEO – não do analista de SEO.
Trate essa mudança como uma iniciativa estratégica, não como uma atualização de processo.
Otimizar para IA não tem ponto final. Assim como o SEO tradicional para pesquisa orgânica, é preciso um monitoramento e melhorias recorrentes.
Os sistemas de IA mudam constantemente, os concorrentes atualizam seus conteúdos e as posições se alteram. Marcas que não monitoram ativamente perdem visibilidade sem perceber.
Para isso, é fundamental ter processos claros de revisão periódica de conteúdo, responsáveis definidos por cada área e um sistema de monitoramento de citações.
Como vocês podem perceber, basicamente todas as dicas da IBM para a visibilidade na IA são assuntos que a gente já discute dentro do SEO tradicional.
Então, quem já trabalha com SEO de forma consistente vai reconhecer que essas recomendações nada mais são do que SEO bem feito aplicado a um novo contexto.
Se você ainda tem dúvidas ou precisa de uma ajuda exclusiva para lidar com este cenário, entre em contato com a SEO Happy Hour.
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