IBM compartilha 12 dicas para otimizar sites para IA

Em uma apresentação na Adobe Summit, especialistas da IBM alertaram que a busca mudou de forma irreversível, e as marcas que não se adaptarem correm o risco de perder a visibilidade na web

As ferramentas de IA agora respondem perguntas, comparam produtos e recomendam marcas, tudo isso sem que o leitor precise clicar em um site.

Segundo a empresa, cerca de 75% da visibilidade em buscas pode migrar para agentes de IA nos próximos dois anos.

Para se manter visível nesse novo cenário, a IBM propôs 12 dicas essenciais, que vão desde a criação de conteúdo até governança e gestão de mudanças. Falo sobre cada uma delas a seguir! 

1. Consistência de conteúdo

Sua marca precisa contar a mesma história em todos os canais: site, relações públicas, redes sociais e menções externas. 

Por exemplo, se você diz que tem “qualidade premium”, mas as avaliações do seu produto/serviço falam outra coisa, então isso pode gerar conflito e enfraquecer sua autoridade diante da IA. 

Confira quais fatores influenciam a citação de uma marca pela IA para se aprofundar no assunto. 

2. Conteúdo fácil de extrair pela IA

A IA não ranqueia páginas, ela extrai respostas. Por isso, o conteúdo precisa ser estruturado em perguntas e respostas claras, seções curtas e linguagem direta

Em vez de um parágrafo longo explicando um produto, escreva: 

  • Pergunta: Para quem é esse produto? 
  • Resposta: Para quem busca X.

Neste artigo, detalhamos como criar conteúdos otimizados para IA. Apesar de ser bem parecido com a redação para SEO, existem alguns detalhes importantes a considerar, como o fato de que a IA não se baseia em palavras-chave e que o objetivo do conteúdo deve ser a clareza e a estruturação correta das informações.

3. Fundações técnicas sólidas

Conteúdo excelente não funciona se a IA não consegue lê-lo. Um site visualmente bonito pode aparecer para os robôs como “um título e uma página em branco” se não tiver HTML limpo, dados estruturados e carregamento direto de conteúdo.

Para isso, eu te indico a leitura do guia de SEO técnico para IA. Ele vai te ajudar a garantir que o site forneça o contexto para facilitar a leitura, sintetização de texto, extração de passagens e citação. 

4. Busca interna otimizada

Se o seu próprio sistema de busca interno não encontra respostas no seu site, ferramentas de IA externas também não vão encontrar. A busca interna funciona como um termômetro: se ela falha, o problema é estrutural.

Nesse caso, você precisa rever sua estratégia de links internos e a arquitetura do site

5. Modelo de qualificação para citação

Ser mencionado pela IA (ter seu texto ou informação na resposta) é diferente de ser citado por ela (quando a IA de fato cita o nome da sua marca). Citações indicam confiança, e a IA cita marcas com expertise clara, mensagem consistente e concordância entre fontes. 

Para uma empresa de saúde, por exemplo, ter médicos assinando conteúdos aumenta a chance de citação. 

Aqui você precisa se atentar a duas coisas: 

  • E-E-A-T: os sinais de avaliação do Google para definir a experiência, expertise, autoridade e confiabilidade de um site; 
  • Autoridade de tópico: a percepção de que um site é uma fonte confiável e completa sobre um determinado tema.

6. Otimização para extração

A IA combina informações de múltiplas fontes. Para entrar nas respostas, o conteúdo do seu site precisa ser fácil de fragmentar e recombinar

Conteúdo denso e sem estrutura tende a ser ignorado no lugar de algo mais modular. Por exemplo, um texto de 2 mil palavras sobre “como escolher um notebook” perde para um concorrente que divide o texto em seções curtas com subtítulos como:  “Qual processador escolher?” e “Quanta memória RAM você precisa?”. 

Mais uma vez, te indico conferir o texto de redação otimizada para IA, que citei lá no item 2. 

7. Estratégia em domínios terceiros

A presença da marca fora do site importa tanto quanto (ou mais que) o que está nele. Segundo a IBM, 85% das menções vêm de fontes externas como Reddit, fóruns e cobertura da mídia.

Uma empresa de software que nunca aparece em discussões especializadas ou reviews independentes têm visibilidade limitada nos resultados de IA, mesmo que o site seja excelente. 

Por isso é importante ter uma estratégia de relações públicas, assessoria de imprensa e presença nas comunidades do seu nicho.

8. Novas métricas e KPIs

As métricas tradicionais de SEO não contam mais a história completa. A pergunta central deixou de ser “quantas visitas tivemos?” (tráfego) e passa a ser “a IA nos recomendou?” (menções).

É preciso monitorar com que frequência sua marca é mencionada em respostas de IA, em quais plataformas aparece e se está sendo citada como fonte ou apenas mencionada de passagem. 

Tráfego orgânico ainda é importante, mas já não é mais o único indicador de sucesso. Indico a leitura do artigo sobre os KPIs de SEO que devem ser monitorados na era da IA

9. Procedimentos operacionais padrão

Sem regras claras sobre como escrever, estruturar e publicar conteúdo, times diferentes criam formatos diferentes. E isso gera inconsistência e enfraquece a autoridade da marca perante a IA.

Um exemplo prático: se o time responsável pelo blog fala que a marca tem “bom custo-benefício” e o time de RP vende a ótica de “serviço premium”, a IA recebe sinais conflitantes sobre quem é e o que faz a sua marca. 

Isso tem nome, e chama brand drift, que é quando a IA cria uma nova narrativa sobre a sua marca, diferente do que você quer promover.

10. Conteúdo conversacional

As buscas estão ficando mais longas e naturais. Em vez de “tênis corrida”, a pessoa digita “estou treinando para uma maratona pela primeira vez, qual tênis devo comprar?”. Seu conteúdo precisa antecipar esse tipo de pergunta e respondê-la diretamente.

Isso muda a forma de pensar a pauta: em vez de otimizar para uma palavra-chave, você otimiza para uma intenção de busca descrita em linguagem natural, o que exige um olhar diferente na pesquisa e na redação.

11. Gestão de mudança organizacional

A transição da otimização para buscas generativas (ao invés de só busca orgânica) não é responsabilidade exclusiva das equipes de SEO ou marketing. Ela envolve TI, RP, produto e liderança. Os times precisam ser treinados, metas precisam ser realinhadas e barreiras precisam ser quebradas.

Um sinal de que isso já chegou ao topo é de que, segundo a IBM, quando uma marca não aparece em uma recomendação de IA, a pergunta hoje parte do CEO – não do analista de SEO. 

Trate essa mudança como uma iniciativa estratégica, não como uma atualização de processo.

12. Monitoramento e atualização contínua

Otimizar para IA não tem ponto final. Assim como o SEO tradicional para pesquisa orgânica, é preciso um monitoramento e melhorias recorrentes. 

Os sistemas de IA mudam constantemente, os concorrentes atualizam seus conteúdos e as posições se alteram. Marcas que não monitoram ativamente perdem visibilidade sem perceber.

Para isso, é fundamental ter processos claros de revisão periódica de conteúdo, responsáveis definidos por cada área e um sistema de monitoramento de citações.

SEO bem feito ajuda marcas a terem visibilidade na IA

Como vocês podem perceber, basicamente todas as dicas da IBM para a visibilidade na IA são assuntos que a gente já discute dentro do SEO tradicional. 

Então, quem já trabalha com SEO de forma consistente vai reconhecer que essas recomendações nada mais são do que SEO bem feito aplicado a um novo contexto

Se você ainda tem dúvidas ou precisa de uma ajuda exclusiva para lidar com este cenário, entre em contato com a SEO Happy Hour

  • Karine Sales

    Jornalista e criadora de conteúdo digital, atua há mais de 8 anos desenvolvendo estratégias e textos otimizados para blogs, sites e redes sociais.

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