Como priorizar o SEO técnico do seu site? Descubra quais ações geram resultado mais rápido 

O SEO técnico está em um lugar delicado em muitas empresas. As equipes sabem que importa, mas não conseguem executar tudo o que precisa.

Alguns problemas (que infelizmente são mais comuns do que deveriam):

  • Ninguém do time de SEO entende a parte técnica;
  • O time de SEO não tem desenvolvedores dedicados;
  • Quando um ticket de SEO chega pro time de dev, vai lá pro fim da fila;
  • Profissionais de SEO não participam das discussões técnicas sobre novas páginas/produtos.

A solução é priorizar tarefas com inteligência.

É o que fazemos aqui na SHH. Realizamos uma auditoria no site, identificamos as ações críticas e definimos a ordem em que elas devem ser trabalhadas.

Assim, é possível gerar o maior retorno possível, com o menor esforço e no menor tempo.

Neste post, você verá um pouquinho do processo.

Como priorizar o SEO técnico na sua empresa?

Comece sempre pelo que tem mais potencial de retorno financeiro. Geralmente, são problemas críticos de rastreabilidade, indexação e performance

Alguns problemas afetam um site como um todo, como demora na resposta do servidor. Outros, apenas páginas isoladas, como uma tag noindex mal implementada.

Siga este fluxo de priorização:

  • Este problema prejudica a indexação do site? Se sim, corrija o quanto antes. Atente-se caso o seu site tenha muitas páginas detectadas/rastreadas, mas não indexadas;
  • Este problema está afetando páginas de alto valor? Se sim, corrija o quanto antes. “Alto valor” aqui significa muito tráfego/muita conversão. Se tiver problema, pode prejudicar todo o seu mês (ou até o trimestre);
  • Este problema afeta o site inteiro, mas o desempenho continua estável? Mantenha a questão sob vigilância. Se os resultados começarem a cair, investigue com mais atenção;
  • Este problema afeta páginas de baixo valor? Não precisa dar prioridade, mas continue monitorando.

Só tem um detalhe: mesmo que você priorize as categorias principais (rastreabilidade, indexação e performance), elas ainda são bem amplas.

Por exemplo, quando falamos de rastreabilidade, estamos falando de várias questões: tempo de resposta do servidor, qualidade do conteúdo, organização das informações na página, diretivas de robots.txt, etc.

E fica ainda pior quando você considera o tamanho do site. Muitos domínios têm milhares de URLs diferentes! Ou usam sistemas de criação dinâmica em JS, que geram um alto volume de páginas para gerenciar.

Daí a importância de priorizar aquilo que prejudica o site inteiro, ou afeta a rentabilidade da empresa. Com isso resolvido, aí sim você parte para os problemas menores ou mais específicos. 

A importância de uma boa auditoria de SEO

Todo bom projeto começa com uma auditoria de SEO técnico. É um mapeamento geral do site, para identificar os problemas e as ações necessárias.

Por meio dela, os problemas são classificados de acordo com:

  • Impacto e esforço de execução;
  • Potencial resultado nos KPIs de SEO do projeto; 
  • Melhoria direta para os visitantes;
  • Aderência às boas práticas do Google;
  • Boas práticas após core updates;
  • Ações específicas para determinadas seções do site, como grupos de palavras-chave ou segmentos de produto.

Sem esse planejamento, empresas gastam tempo e dinheiro com ações que trazem pouco retorno real.

Um exemplo clássico: páginas 404. Elas sempre aparecem naquelas auditorias automáticas das ferramentas de SEO, marcadas em vermelho. Só que não são um erro sério, salvo em casos específicos, como o próprio Google já confirmou.

Para saber se é prioridade ou não, é preciso ver a lista de URLs afetadas e o contexto do erro. E só então decidir se vale a pena levar adiante. A auditoria técnica dará embasamento a essa escolha. 

Quais ações priorizar no SEO técnico da minha empresa?

O foco das otimizações sempre é tornar o site mais fácil de ser lido por humanos e robôs. Por isso, as correções devem priorizar a boa organização, estruturação das informações e a velocidade de carregamento. 

É difícil definir uma ordem exata de otimizações. Mas, em geral, você pode seguir assim:

  1. Arquitetura de site: melhore a organização geral do site, os links entre as páginas, a categorização, solucione problemas de duplicação de conteúdo e canibalização;
  2. Rastreamento e indexação: solucione erros específicos que impedem o Googlebot de acessar o seu conteúdo. Inclui implementação adequada de canonical tags, ajustes nas diretivas do robots.txt e implementação adequada de tag noindex;
  3. Performance do site: melhore a velocidade de carregamento do site. Para isso, otimize JavaScript, revise as métricas das Core Web Vitals e otimize o site para dispositivos móveis.

Estas são apenas diretrizes gerais, com problemas comuns, que afetam sites de todos os tipos. Mas, reforçando, o ideal é fazer uma auditoria personalizada.

Isso porque cada site tem as suas próprias necessidades. Por exemplo:

  • Sites internacionais precisam se atentar à tag hreflang;
  • Portais grandes (dezenas de milhares de páginas) precisam olhar para crawl budget;
  • E-commerces grandes precisam prestar mais atenção na navegação facetada;
  • Domínios muito antigos provavelmente precisam de um content pruning;
  • Portais de notícias devem se atentar à implementação correta de paywall;
  • Sites novos e muito antigos podem seguir práticas diferentes.

O diagnóstico também pode revelar áreas mais urgentes do que outra. Por exemplo, um site que está relativamente bem organizado, mas não indexa, deve atacar essa área primeiro. O mesmo se for muito lento, nesse caso é recomendado corrigir direto os erros de performance. 

Veja abaixo um exemplo de plano de ação, passando pelos principais problemas de cada área.

1. Arquitetura de site

A arquitetura de site é a estrutura geral das informações, páginas e elementos do seu site. Hierarquia de páginas, categorização e organização de conteúdos, definição de menus e estratégias de linkagem interna são os seus principais elementos.

Ou seja, a arquitetura é a base do site. Se ela for clara, fica muito mais simples trabalhar. Por essa razão, é um bom ponto para começar a avaliar o SEO técnico. 

Problemas comuns na arquitetura incluem: 

  • Páginas importantes muito longe da home (a mais de quatro cliques de distância);
  • Páginas órfãs ou com links internos de baixo valor;
  • Conteúdos “soltos”, sem categoria definida, ou fora do núcleo central do site;
  • Falta de links internos conectando páginas-chave;
  • Páginas com conteúdo raso, sem utilidade aos visitantes;
  • Categorização insuficiente ou incorreta;
  • Problemas de paginação;
  • Gestão inadequada de páginas de tags, arquivos e categorias.

Não tente mudar completamente a estrutura do site. É um processo complicado, que requer um estudo cuidadoso e (muita) mão-de-obra. 

O seu objetivo aqui é tornar as páginas importantes mais facilmente encontráveis. Fazendo isso, visitantes chegam até elas mais rápido e o Googlebot as encontra com mais facilidade.

2. Rastreamento e indexação

Rastreamento e indexação são dois processos-chave para que uma página apareça no Google.

O rastreamento acontece quando o Google descobre uma página. Ele acessa o conteúdo e processa os dados.

Se julgar o conteúdo valioso, ele é indexado. Isso significa que a URL foi adicionada à lista de páginas que o Google pode exibir nos buscadores.

Muitas situações podem atrapalhar esses processos. Em alguns casos, o site inteiro fica bloqueado. Outros problemas atingem apenas URLs específicas.

Se você não sabe por onde começar, revise os erros de indexação do Search Console. Ele traz uma visão bem clara de quais são os principais problemas e quais páginas são afetadas.

Os problemas comuns são:

  • Diretivas incorretas no arquivo robots.txt bloqueando seções críticas do site;
  • Tag noindex em páginas que deveriam estar indexadas – e o contrário, páginas que deveriam estar bloqueadas, aparecendo no índice;
  • Tag canonical apontando para URLs incorretas;
  • Problemas de JavaScript impedindo a renderização das páginas;
  • Conteúdo duplicado;
  • Canibalização de conteúdo;
  • Sitemaps ausentes;
  • Servidor muito lento; 
  • Excesso de páginas criadas dinamicamente via JS.

Infelizmente, esse processo é meio demorado, já que cada ação tem uma solução específica e diferente da outra. No final, o objetivo não é ter tudo indexado, e sim fazer com que o Googlebot acesse as páginas certas e consiga ler o que tem nelas. 

3. Performance do site

Um site com boa performance é aquele que carrega rápido e tem boa usabilidade. Com elementos que aparecem rápido, não mudam de lugar e nem quebram o layout. 

Lidar com performance é uma das partes mais delicadas do SEO técnico. A equipe de SEO apenas pontua os problemas; a solução fica inteiramente a cargo do time de desenvolvedores. 

Além disso, muitas vezes o cenário ideal para SEO nunca chega, por inúmeras questões.

Considere o JavaScript, por exemplo. É uma tecnologia que historicamente causa problemas na renderização de conteúdo e pode tornar o site invisível para IAs. Ainda assim, é indispensável para aplicações dinâmicas.

Ou então plugins de criação de sites, como o Elementor. Eles estão longe de serem a melhor solução do ponto de vista de SEO, mas muitas vezes o site já foi montado com essa tecnologia. Aí dá muito mais trabalho reconstruir do zero.

Nesses casos, você precisará encontrar um meio-termo.

Os problemas comuns são:

  • Tempo até o primeiro byte (TTFB) alto em templates importantes;
  • Problemas de performance em páginas que recebem muito tráfego;
  • Presença de pop-ups intrusivos;
  • Lentidão causada por excesso de plugins no CMS;
  • JavaScript mal otimizado;
  • Scripts terceiros atrapalhando a renderização;
  • Servidor incapaz de lidar com a demanda atual do site;
  • Métricas ruins nas Core Web Vitals;
  • Uso de renderização do lado do cliente para conteúdo estático;
  • Elementos mudando de lugar devido ao carregamento de recursos não-críticos (como anúncios).

Corrija tudo também para dispositivos móveis. É muito comum desenvolvedores trabalharem apenas na versão em desktop do site, mas uma boa experiência em celulares e tablets é importante para SEO.

Outro detalhe importante: não tente construir o site perfeito. Além de tomar muito tempo dos seus desenvolvedores, a performance não é o fator definitivo de sucesso em SEO. Ajuda muito, mas não é isso que coloca sites no topo.

Essa é a visão do próprio Google, que já disse repetidas vezes não ser necessário alcançar pontuações máximas em indicadores como as Core Web Vitals. 

Apoio profissional para o SEO técnico

O SEO técnico é uma área naturalmente complicada. Ela exige um conhecimento técnico bem específico, que muitas empresas não têm. E mesmo quando têm, ainda assim não controlam totalmente o processo, pois dependem dos desenvolvedores.

Apoio profissional dá mais segurança ao processo de priorizar tarefas e conversar com os times responsáveis.

O time da SEO Happy Hour tem especialistas capazes de te ajudar a lidar com os principais desafios do seu site. Temos mais de 10 anos de experiência ajudando empresas a lidar com os problemas gerais, que você viu nesse texto, até as situações mais específicas. Entre em contato e conheça a nossa consultoria!

  • Elyson Gums

    Elyson Gums

    Elyson Gums é redator na SEO Happy Hour. Trabalha com redação e produção de conteúdo para projetos de SEO e inbound marketing desde 2014, em segmentos B2C e B2B. É bacharel em Jornalismo (Univali/SC) e mestre em Comunicação Social (UFPR).

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